A escrita cura?

Não quero ser polémica, mas o tema, por si só, já o é.
Há dados sobre estudos que comprovam que a escrita pode curar. Mas eu digo-vos, por experiência própria, que sim.
A escrita não existe só para editarmos livros, ela serve para nos ouvirmos, serve como conselheira. O papel é o ouvinte que não julga e nos dá um autoconhecimento e consciência profunda.
Mas quero mostrar-vos como ela atua.
A prática do ‘Expressive writing’ reduz sintomas de depressão e stress e meta-análises mostraram que escrever sobre emoções profundas está associado a reduções estatisticamente significativas em sintomas depressivos e de stress.
Outros estudos, de Pennebaker e colegas, demonstraram que escrever 15-20 minutos por dia, durante 3-5 dias consecutivos, leva a melhorias físicas e psicológicas que se mantêm até quatro meses depois.
Pacientes com cancro, que passaram a ter como prática regular a escrita, mostraram melhorias estatisticamente relevantes na qualidade de vida e senso de capacidade de autocuidado.
Revisões de dezenas de estudos indicam que técnicas de escrita tendem a produzir efeitos consistentes em bem-estar, afetos positivos e felicidade, mesmo que os efeitos variem consoante o método e o contexto.
Às vezes, escrever abre portas para passos maiores:
• procurar ajuda
• tomar decisões difíceis
• romper hábitos destrutivos
• reencontrar a voz e a identidade.
Não vos estou a dizer que a escrita muda tudo, mas é um degrau que leva a essa mudança. Lembrem-se, onde há palavra, começa o poder de reconstrução.
Tu escreves?